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Stitched Up setembro 3, 2008

Posted by Luana B. Seabra in ensaios sobre nada.
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Estava aqui vagando pela internet, mais precisamente em variados blogs. Ando com a mania de pegar um link de algum blog e ir navegando, link after link e buscando blogs de forma totalmente ramdon. É muito interessante chegar em alguns lugares – como não é nada interessante chegar em outros. Numa dessas, esbarrei com um blog que tinha um texto bem reflexivo, sobre como ser verdadeiramente espontâneo e sobre o que significa ser livre. Bom, ao menos foi o que eu retirei do texto. And that got me wondering…

 O que é realmente ser espontâneo? Como bem disse o autor do texto, até mesmo a atitude de não seguir padrões é um padrão em si. Como, então, ser espontâneo? Parece que a resposta é bem fácil, e numa primeira vez, realmente o é. Ser espontâneo é fazer algo que você normalmente não faria, ou diferente de tudo o que já fez. Mas e se, logo depois, você resolve ser espontâneo mais uma vez – ou seja, você resolve fazer uma coisa diferente do que já fez – sendo que a matéria sobre a qual você está sendo espontâneo nada mais é do que o resultado da sua primeira espontaneidade? O que eu to querendo dizer é que ser uma pessoa espontânea não acaba te levando para o mesmo lugar do qual você partiu? Ou seja, você acaba não se movendo.

É claro que o exemplo que eu dei é deveras simplista, mas serve como ilustração e como forma de melhor organizar os meus pensamentos. E é claro também que ele teria de ser repetido várias vezes para que a 2 espontaneidade acabasse sendo o movimento contrário da primeira. Mas pensando também na enormidade de ações que realizamos todos os dias, em variadas áreas, não é tão difícil assim chegar a esse ponto.  O que me leva de volta a pergunta, o quão espontâneos relamente somos ao querermos ser espontâneos?

Um outra discussão, intrisecamente ligada à espontaneidade é a liberdade. O quão livre somos realmente? Ou melhor ainda, quando somos realmente livres? Ser livre é poder fazer tudo aquilo que lhe der na telha, quando der na telha? Se sim, então muito poucos indivíduos nesse mundo podem realmente se dizer livres. Se é que realmente existe algum que possa, em todas as situações, fazer aquilo que quer. Eu devo dizer que discordo fortemente disso. Mas ao mesmo tempo, não sei responder essa pergunta. Quando somos realmente livres?

Nesse mesmo blog, li que a única forma de sermos realmente livres é quando paramos de reagir ao mundo e começamos a agir. É uma premissa interessante, que te faz pensar muito. Bom, pelo menos me fez pensar. Mas isso me leva a outra pergunta, quando realmente podemos dizer que agimos e não mais reagimos?

Essa música é do John com o Herbie Hancock. Eu não sei o que significa exatamente “stitched up”, mas sei que o John fala num show que ela é sobre o acaso, sobre passar por uma pessoa na rua e ter vontade de beijá-la, mesmo sem ter a menor idéia de quem ela é… Me lembrei disso quando relia o post e toda a questão da espontaneidade. 
Letra e Música
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Comentários»

1. Gustavo Gitti - setembro 3, 2008

Boas reflexões! Pra mim, a saída nunca será intelectual. A coisa só avança quando sento em meditação ou quando saio de uma noitada de sexo enlouquecedor. Ou seja, quando mobilizo meu corpo rumo a algum tipo de liberdade.

2. Tess - setembro 3, 2008

Como boa viciada em Grey’s Anatomy, sei que stitch up é tipo dar pontos, costurar… juntar duas partes separadas. “That is a deep cut, you need stitches”. Faz sentido na sua música anyhow?

Sobre o post, acho que ser livre é fazer as coisas porque você quer, não porque os outros querem. Meaning: às vezes fazemos coisas preocupados com o que os outros vao pensar, ou fazemos pq alguem vai achar algo, ou porque se quer admiração… é um misto, sabe? Egoísmo, medo, liberdade, responsabilidade… Mas isso é idéia pra um post inteiro. Hehehe


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