Fab 4

Bom, um tanto clichê começar com os rapazes de liverpool, mas fazer o que. A vida é cheia de clichês. (aliás, nada mais clichê que títulos como “fab4″, os rapazes de liverpool” e nomeclaturas do gênero).

Eu cresci ouvindo Beatles, sendo meu pai um beatlemaníaco de carteirinha. Sempre gostei.(Isso me leva a um dilema tostines : sempre gostei porque cresci ouvindo ou cresci ouvindo porque sempre gostei?)

 E ele sempre falava no George, como ele era o beatle escondido e etc. Que o John era um grande vocalista e que era o mais rock’n'roll deles. E que o Paul tinha um talento inexplicavel para escrever músicas comercias.(Comerciais no sentido de que fazem muito sucesso, de que todos gostam, não no sentido pejorativo da coisa)E por alguma razão obscura, ele nunca falava nada do Ringo.

Aos poucos comecei a realmente escutar as músicas, prestar atenção no que eles estavam dizendo, tanto nas letras sem sentido como naquelas com mais sentido do que eu esperava. Comecei a tentar definir quem estava cantando: John ou Paul e costumava ficar bem irritada porque tinha umas músicas que eu nunca sabia quem era, que mais tarde descobri serem as do George…

Apesar de tudo, não conseguia definir qual deles era o meu preferido.(mais um clichê. Essa é uma pergunta que podia muito bem figurar naquelas entrevistas pré-fabricadas : qual é seu beatle preferido?)

De um ano pra cá, mais ou menos, eu redescobri os Beatles. E defini o meu preferido. Bom, pelo menos eu achava que tinha definido. A “luta” começou quando tentava escolher uma música preferida deles (tenho um sério problema com isso), e para a minha surpresa, tinham muitas músicas do George no meio. Isso fez com que eu começasse a entender toda aquela história de “hidden beatle”.

Foi aí que vieram as férias, e com elas a leitura programada desde o meio do semestre começou : The Beatles – Anthology. Livro grande, prateado, que trouxe muitas dores para meus braços, para que pudesse lê-lo no meu cantinho de leitura.(que não tem uma mesa).

Devo dizer que ele mudou muito a minha visão sobre cada um deles, em separado. Bom, exceto pelo Ringo, que sempre achei e continuo achando um medíocre. Aliás, não me conformo com o fato de que ele era o sex simbol do grupo! Tudo bem que nenhum dos 4 era lá essas coisas, mas aquele nariz do Ringo é um desastre!Não tem como aquilo fazer parte de um sex simbol!  Achava o Paul muito babaca, mas mudei um pouco de opinião. Hoje ele é bem pior, mas afinal ele é o “representante vivo dos Beatles”, então a gente deixa. Afinal, se fosse eu, acho que eu teria o nariz um tanto em pé também… O Ringo também está vivo, mas ele nunca aparece em nada, então a gente esquece dele.(não que isso exija muito esforço)

Aí veio o John e o George. Eu tinha uma idéia muito “Imagine” do John, e ele não era nada assim. Acima de tudo, era um cara que lutava pelo que acreditava, e foda-se o mundo. Eu admiro isso. E admiro ainda mais a devoção dele pela Yoko.Nós nunca vamos saber o que realmente rolou naqueles últimos anos, mas eu não compreendo duas pessoas ficarem daquele jeito se não tivesse algo de muito especial rolando entre elas. Tudo bem que isso trouxe um grande prejuízo para nós, meros mortais; mas, ao mesmo tempo, não sei se eles conseguiriam manter o ritmo muito depois daquilo. Ah sim, só para ressaltar, isso não significa que eu goste da Yoko. Mesmo antes de saber quem era ela, e toda a lenda de que ela separou os Beatles(o que em parte foi verdade, apesar de que eu acredito que ela foi simplesemente um catalisador  para tudo que ja estava acontecendo), eu não gostei dela. Não fui com a cara mesmo, e até hoje não vou. Acho a Yoko uma pessoa bizarra. 

Mas voltando ao John, ele gostava dela, ela dele, de que importava o resto? Essa atitude de “foda-se o mundo” me impressiona bastante. É uma atitude que falta e muito para as celebridades atuais.

Bom, essa história toda vai ter uma parte 2, a missão, porque ainda resta muito a escrever.

~ por Luana B. Seabra em Dezembro 17, 2007.

Uma resposta to “Fab 4”

  1. Muito bom o post. Parece uma das nossas discussões, hehe.
    aliás, eu escutei while my guitar gently weeps e lembrei de vc :)

    adorei os comentários: “não que isso exija muito esforço”, tadin do Ringo…

    Tô esperando pela segunda parte!

    beijo

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