(aviso: post com incoerências metodológicas e teóricas, além da falta completa de coesão. Recomenda-se a leitura por alto de seus argumentos nada sólidos e da sua interpretação pelo que é: um texto não revisado sobre impressões iniciais ao se ler um post, que tem como único objetivo desafogar a cabeça de sua autora)
Preciso resolver quem tem um problema: eu ou os outros (amplamente falando). Acabei de ler um post que comentava sobre ajuda internacional, mais especificadamente, sobre o livro Dead Aid, da Dambisa Moyo. O autor argumenta, em um dos pontos do texto, que a razão pela qual a ajuda não funciona é porque não interessa que ela funcione. Era muito mais vantajoso, por exemplo, deixar a Angola se explodir e, por consequência, não se organizar como sociedade e, em última instância, como Estado para que o acesso aos seus recursos naturais a preços muito mais, hum, “camaradas” continuasse. E os exemplos vão longe.
O ponto é que, ao ler isso, me vem um grande “duhh” na cabeça. Por acaso algum ator, seja ele internacional ou não, age desinteressadamente? Eu acredito que não. E tenho certeza que existem várias teorias que corroboram com ambos os lados, mas esse post não tem a ambição de ser um texto “científico”, mas uma discussão sobre percepções e, talvez até, sobre senso comum.
Me deu vontade de comentar escrevendo algo nas linhas de ‘você já ouviu falar de uma pequena coisa chamada vontade política’?
As coisas só andam porque alguém que possui poder acha que vai ser interessante que elas andem. Agora, não me pergunte o que é o poder e quem é o titular dele. Se não definiram até hoje, quem sou eu para fazê-lo.
É aquela velha história de que todos os países importam, mas alguns importam mais do que os outros. E, por mais realista – sentido teoria – que isso pareça, seria ingenuidade falar que não é assim. Mas, ao mesmo tempo, concordar com essa afirmação não significa que abandonei meu construtivismo idealismo e que desisti por completo do normativismo. Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário. Permite que a mente, porque não, a imaginação, não corram soltas tentando salvar o mundo das cáries, achando que tudo vai ficar lindo e maravilhoso como imaginamos.
Afinal, como colocado pelo Cris Brown – teórico, não o músico-que-dança-mais-que-canta-e-bateu-na-Rihanna - utopia, originalmente, tinha dois significados.
